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06/10/2026
O atraso no pagamento do condomínio não pode ser tratado apenas como um problema de cobrança.
Entre 2016 e 2025, o número de domicílios alugados cresceu 54,1% no Brasil; em Porto Alegre, representam 20,72% do total de moradias
Os preços dos imóveis residenciais voltaram a subir em agosto, mas em um ritmo menor do que no começo do ano.
Nos anos 2000, apartamentos lançados tinham cerca de 86 metros quadrados de área privativa; desde 2020, a metragem caiu para 36 metros quadrados.
24/09/2026
O uso de garantias pagas no mercado brasileiro de locação cresceu mais de nove vezes em menos de uma década, em meio a um processo de profissionalização da gestão de risco no setor.
23/09/2026
Uma moradora de um condomínio da região Centro-Sul de Belo Horizonte conseguiu na Justiça uma indenização de R$ 8 mil depois que seu apartamento sofreu sucessivas infiltrações e chegou a ser inundado.
14/09/2026
Levantamento recente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), realizado em parceria com a plataforma Tupi Mobilidade, revela que o Brasil ultrapassou a marca de 25,4 mil pontos públicos e semipúblicos de recarga para carros elétricos. A expansão segue acelerada, com o país ganhando um carregador a cada hora. A pressa de viabilizar a eletromobilidade, contudo, pode deixar o rigor técnico em segundo plano, o que traz riscos, principalmente, aos condomínios que não foram projetados para atender essa demanda. O alerta é de Joni Matos Incheglu, professor do curso de Engenharia Civil da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).
“O crescimento da frota de eletrificados no país trouxe para dentro dos condomínios uma carga elétrica que simplesmente não existia quando a maioria foi projetada. Um único carregador residencial típico consome o equivalente a vários apartamentos operando simultaneamente, e por períodos prolongados, geralmente à noite, quando outras cargas da edificação também estão ativas. Se dez ou vinte moradores carregam ao mesmo tempo seus veículos, podem exceder a capacidade da entrada de energia, dos alimentadores e dos quadros do edifício”, adverte Incheglu.
De acordo com a orientação técnica do Sistema Confea/Crea, antes de qualquer instalação, é indispensável medir a carga existente por um período mínimo de uma semana e avaliar se a edificação suporta a nova demanda, considerando a infraestrutura comum, a necessidade simultânea e a forma de uso prevista.
“Quando a capacidade é insuficiente, é possível reforçar a entrada junto à distribuidora, implementar equipamentos de gestão de cargas ou buscar outras soluções complementares, com base em estudo técnico”, destaca o docente da UMC, que é coordenador dos Comitês de Reurb, de Carregadores Veiculares e de Engenharia Condominial do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP) e conselheiro titular do Crea-SP no Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo.
A falta de projeto técnico nesse tipo de instalação traz riscos cumulativos e que se retroalimentam. Há a sobrecarga do circuito e do quadro de distribuição, que não foram dimensionados para a nova carga contínua. “Existe o aquecimento de cabos e conexões, o modo de falha mais silencioso e mais perigoso, porque degrada o isolamento ao longo de semanas antes de qualquer sinal visível. Há, ainda, o risco de curto-circuito e de choque elétrico quando a instalação é feita sem os dispositivos de proteção exigidos pelas normas”.
Para mitigar riscos, a engenharia tem investido em inovação. A principal é a gestão inteligente de cargas: equipamentos e sistemas que monitoram em tempo real a demanda total da edificação e procedem à equalização dinâmica das cargas entre os carregadores, conforme o uso de cada ponto.
“O sistema mede continuamente quanto o condomínio está consumindo e destina à recarga apenas a potência remanescente, redistribuindo-a entre os veículos conectados, garantindo que o conjunto jamais suplante a capacidade máxima de cargas da edificação”, explica o docente da UMC.
Sistemas compartilhados de recarga com medição e rateio automatizados, a integração com geração solar fotovoltaica e os sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS), que deslocam o consumo para fora dos horários de ponta, são outros recursos viáveis. Para Incheglu, a frota elétrica deve seguir crescente e cabe aos condomínios acompanhar essa tendência sem abrir mão da segurança.
“A eletromobilidade veio para ficar. Mas o rigor técnico, a responsabilidade profissional de gestores condominiais e, acima de tudo, a preocupação coletiva com a segurança jamais deve ser deixada em segundo plano. A proteção à vida é a prioridade absoluta e deve prevalecer sobre quaisquer outros interesses”, reforça.
Fonte: condo.news
11/09/2026
A Rua dos Andradas, no coração do Centro Histórico de Porto Alegre, terá mais três prédios recuperados e colocados no mercado imobiliário da cidade em 2027.
08/09/2026
Instituições financeiras tem criticado teto de 12% para os juros nas linhas para imóveis de até R$ 2,25 milhões
06/09/2026
A juíza de Direito Patricia Antunes Laydner, da Vara Regional do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça do RS, determinou no dia 4 de setembro, a suspensão das obras e do licenciamento municipal de um complexo com 226 apartamentos, 3 lojas comerciais, 341 boxes de garagem e infraestrutura de lazer na beira do mar em Xangri-Lá. Diante de inúmeras duvidas sobre como se deram os procedimentos, a magistrada suspendeu liminarmente os efeitos da Licença Prévia e de Instalação nº 001/2026 e do Alvará de Construção nº 778-24-XGL-ALV fornecidos pelo Município de Xangri-Lá.A Ação Civil Pública foi proposta em 28 de agosto pelo Instituto Nina Rosa – Projetos por Amor à Vida contra o Município de Xangri-Lá, a Alfa do Brasil Xangri-Lá Ilhas Resort SPE Ltda. e a Beralv Empreendimentos Imobiliários Ltda.Com a decisão, as empresas Alfa do Brasil e Beralv devem paralisar todas as obras físicas no terreno, ficando proibidas de realizar movimentação de solo, fundações, escavações, supressão de vegetação ou captura de fauna. Além disso, a decisão impede que as construtoras utilizem qualquer licença acessória, como autorizações de exploração de vegetação no SINAFLOR ou de manejo de fauna, para dar andamento às intervenções que foram suspensas.O empreendimento foi autorizado sem a apresentação do EIV, apesar de o próprio corpo técnico municipal ter exigido o estudo durante o licenciamento. As construtoras alegaram que o regulamento omite a exigência para edifícios de apartamentos. A prefeitura liberou a obra, mas a juíza observou que o processo da prefeitura carece de decisão com os motivos para dispensar o estudo que a equipe pedia.A decisão judicial também fixa obrigações ao Município de Xangri-Lá e adote medidas de transparência. A prefeitura fica proibida de praticar qualquer ato que viabilize a continuidade das obras, devendo ainda fiscalizar o cumprimento da ordem de paralisação e apresentar um relatório fotográfico da área no prazo de 10 dias. Para resguardar o interesse de terceiros, a juíza determinou a averbação da existência da ação civil pública na matrícula do terreno (nº 17.700), ressaltando que essa anotação serve para dar publicidade aos compradores e não impede a venda ou transferência do imóvel.Por fim, as determinações focam na exibição de documentos e no esclarecimento de pendências administrativas. O Município de Xangri-Lá recebeu o prazo de 20 dias para apresentar em juízo a íntegra dos processos administrativos da licença ambiental e do alvará de construção. No mesmo prazo, a administração municipal é obrigada a entregar qualquer parecer ou decisão oficial que justifique tecnicamente por que o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) foi dispensado ou considerado inexigível, uma vez que a própria equipe técnica da prefeitura havia cobrado o documento no curso do licenciamento.Fonte: Da Praia News